Dolomitas e seu sugestivo fenômeno "enrosadira"

"Mas o que são essas montanhas?" Esta questão não veio apenas do britânico Gilbert e Churchill, mas também a muitos visitantes que restam maravilhados com a beleza estética, paisagem, às vezes formas esbeltas e outras vezes compactas e coloridas ao amanhecer e por do sol destas montanhas que eram chamadas de ‘Monti Pallidi’ (Montes Pálidos) pela cândida cor que exibia habitualmente, e passaram a ser chamadas de ‘Dolomitas’.
É então que a claridade da pedra assume uma coloração rosa violeta, e acontece o fenômeno definido como enrosadira, termo ladino que literalmente significa ‘transformar-se em cor de rosa’.
Mas existe uma explicação, bem sugestiva: Uma lenda conta que o rei Laurino, desesperado pela perda da filha Ladina, sequestrada pelo príncipe del Latemar, amaldiçoa o seu maravilhoso jardim de rosas, que o havia traído revelando a presença de sua belíssima filha. Por isso ordenou que as rosas não florissem mais, nem de dia, nem de noite. Mas se esqueceu do entardecer: desde então sobre as esplêndidas montanhas do Catinaccio floresce a enrosadira.
Este fenômeno é basicamente explicado pelo fato de que até 250 milhões de anos atrás, essas montanhas eram um conjunto de conchas, corais e algas, submersas pelo mar. Emergidos há 70 milhões de anos, hoje também representam um magnífico tesouro geológico rico em fósseis mesozoicos. O mineralogista francês Déodat Gratet de Dolomieu, foi o primeiro a descrever a rocha dolomita, em 1789.
As Dolomitas (em italiano: Dolomiti) formam uma cadeia montanhosa dos Alpes orientais no norte da Itália. A área dolomítica (secção alpina denominada Alpes Dolomíticos) estende-se entre as províncias de Belluno - que constitui sua parte mais relevante - Bolzano, Trento, Údine e Pordenone. O ponto mais alto das Dolomitas é a Marmolada, com 3343 m de altitude. Outros picos importantes são o Piz de Léch, Monte Schiara, Monte Civetta e o Monte Antelão.
Le Corbusier, um dos arquitetos mais famosos do século 20, os chamou de "o mais belo trabalho arquitetônico do mundo", onde a cultura italiana, a cultura alemã e a da comunidade Ladina local se cruzam.
Durante a sessão da Unesco em Sevilha em 26 de junho de 2009, as Dolomitas se tornaram parte da Lista do Patrimônio Mundial sob a forma de um "bem serial". A área total envolvida é de 234,422 hectares, que possuem características de valor universal excepcional.