Museus Vaticanos + Capela Sistina + Basílica de São Pedro

Os Museus Vaticanos

O território da República Italiana abriga uma pequena e valiosa supresa: O Estado do Vaticano, o menor país do mundo, sede da Igreja Católica e residência do Papa. Com apenas 0,44 km², está encravado no coração de Roma, possui 836 habitantes e têm um sistema de monarquia absoluta, com o Papa como líder.

É lá que se encontram os Museus Vaticanos, fundados no Séc. XVI pelo Papa Júlio II, e possui uma das maiores coleções de arte do mundo com um complexo museológico de grande importância, tanto por sua riqueza, quanto pela beleza em seus conjuntos de quartos, galerias, salões, bibliotecas e capelas em seus 7.600 metros.

Todos os anos, cerca de 6 milhões de turistas de todo o mundo os visitam, em busca de artes egípcias, etruscas, gregas, romanas, museus históricos, etnológicos, além das 4 salas decoradas pelo impressionante Rafael, e os apartamentos papais com os afrescos do inigualável Michelângelo.
Eles são basicamente compostos assim:

• Museu Chiaramonti: composto por mais de 800 obras gregas - romanas assim como 5.000 inscrições pagãs e cristãs;
• Museu Pio Clementino: formado por tantas obras neo – clássica, assim como o sarcófago de Santa Helena e de Santa Costança, filha do Imperador Constantino;
• Quartos de Rafael: quando Rafael chegou em Roma foi apresentado a Julio II, que decidiu encomendar com Rafael os afrescos para alguns quartos, entre estes a Escola de Atenas, onde o artista retrata filósofos como Aristóteles, Platão e Sócrates;
• Biblioteca Vaticana: a primeira da Europa em termo de antiguidade, de riqueza de manuscritos e de bibliografias raras, poderemos ver entre tantas raridades, o código da Bíblia do IV Século, o Evangelho de São Mateus do Séc. VI e tantos outros!

A Capela Sistina

A cereja sobre o bolo é a famosissima Capela Sistina, que em 1.881 recebeu este nome devido ao Papa Sisto IV. Trata-se de uma sala com afrescos em todo o seu teto, que retratam cenas do Gênese e que foram pintadas por Michelângelo entre 1.508 e 1.512. As paredes laterais, pintadas por artistas como Botticelli e Ghirlandaio.
É também muito famosa porque, desde o Séc. XV, ali são realizados os conclaves para a eleição dos papas, com a saída de uma fumaça branca através de sua chaminé para avisar ao mundo que “Habemus Papam!”

A Basílica de São Pedro

A Basílica surge no local, segundo a tradição, onde foi sepultado o Apóstolo Pedro em 64 d. C. Em 318 d. C, o Imperador Costantino decidiu edificar sobre a necrópole, uma grande Basílica chamada de Constantiniana e por causa do abandono da mesma, em 1506, o Papa Giulio confiou à Bramante o projeto para a demolição e reconstrução, com a colaboração de Antonio da Sangallo, Carlo Maderno e Gian Lorenzo Bernini.
Apenas 30 anos após a morte de Bramante foi que Michelângelo se ocupou do projeto e a conclusão se deu em 1626. Localizada na Praça de São Pedro, no Vaticano, trata-se do maior e mais importante edifício religioso do catolicismo, com capacidade para abrigar cerca de 60 mil devotos, com 23.000 m². É a maior basílica das chamadas “Quatro Basílicas Papais de Roma” e também, dita, do mundo, local das principais manifestações solenes do Catolicismo, como o Natal, Semana Santa, Pascóa, proclamações de novos papas e seus funerais, assim como a abertura e a finalização do Jubileu e as canonizações de novos Santos.

Sua “colonada” foi construída por Bernini, e é muito apreciada por sua beleza, sua idéia de prospectiva, profundidade e equilibrio entre as formas. São dispostas em filas de 4 por um total de 284 colunas que aumentam progressivamente de diâmetro, para manter invariavél a proporção com as filas de colunas mais estreitas.

Ao interno da Basílica estão verdadeiras obras de arte, muitas das quais nascidas da genialidade de Bernini, como o “Baldaquino do Altar Papal” construída com o antigo bronze do Pantheon, e do jovem Michelangelo, como a famosissíma Pietà, escultura feita em mármore que representa Jesus morto após sua crucificação no colo de uma jovem e dolorosa Maria.

Curiosidade: Atualmente a escultura é protegida por um vidro, após ser vandalizada em 21 de maio de 1972 por Lazlo Toth, geologo australiano de origem ungerese. Com um martelo, destruiu mais de 50 partes da obra de arte, gritando ser o Jesus Cristo, renascido. Lazlo foi internado em um manicômio italiano por 1 ano e depois extraditado para a Austrália e o restauro da obra foi feito imediatamente pelo laboratório dos Museus Vaticanos.