A Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerônimos

À margem do Rio Tejo, observando na outra parte da cidade o Cristo Rei inspirado naquele verdadeiro de Rio de Janeiro, encontra-se um dos ex libris da cidade: a Torre de Belém.

O seu nome real é Torre de São Vicente, mas hoje em dia é conhecida com o nome do bairro de Lisboa onde se encontra. Construída em 1514 durante o reinado de D. Manuel I, a sua função era a de torre de menagem e baluarte para proteção da cidade. Ao longo do tempo, juntamente com as outras torres estratêgicamente construídas na bacia do Tejo, a Torre de São Vicente foi perdendo suas funções, sendo que depois da ocupação Filipina, passou a ser simplesmente uma masmorra.

A Torre de Belém destaca-se pela componente nacionalista, uma vez que é toda decorada com elementos como o Brasão de armas de Portugal e inscrições de cruzes da Ordem de Cristo, marcas de uma arquitetura típica de uma época em que Portugal era uma grande potência mundial.
A dois passos da Torre, depois de se atravessar os extensos e verdejantes jardins de Belém, encontra-se um dos monumentos mais imponentes de Lisboa: o Mosteiro dos Jerônimos que, em conjunto com a Torre de Belém foi classificado como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1983.

Intrísecamente ligado à Casa Real Portuguesa e à epopeia dos Descobrimentos, é o ápice da arquitetura manuelina. O Mosteiro construido em calcário, que desde 2016 tem o estatuto de Panteão Nacional, integra elementos arquitetônicos do gôtico e do renascimento, o que lhe atribui uma simbologia régia, cristã e naturalista, tornando-o um monumento único dentro do seu gênero.

Quem visita a Torre de Belém e o Mosteiro de Jerônimos não pode deixar a capital portuguesa sem passar pela fábrica dos Pastéis de Belém. Entre os três, não lhe sabemos dizer qual é o mais importante para a identidade da cidade.