Até tu, Brutus?!

Júlio César, ditador romano e um dos maiores chefes militares da história alavancou suas ambições políticas com brilhantes campanhas militares contra os povos que habitavam as Gálias, atuais França e Bélgica, vivendo no auge do período das conquistas romanas com quase 7 séculos de vasta expansão territorial.
Instituiu-se cônsul vitalício e no início de 44 a. C. assumiu o título de “ditador perpétuo”, criando assim, inimizades e bajuladores que agiam com medo, enquanto ele desprezada qualquer crítica ou advertência.

O que ele não imaginava era que, enquanto governava de seu trono de ouro, os senadores, que eram obrigados à aprovar leis que sequer liam, iniciaram à arquitetar um plano que custaria sua vida.
Em 15 de março do ano 44 a. C, por um grupo de 66 senadores e liderado por seu filho adotivo, Marcus Julis Brutus, Julio César foi brutalmente assassinado com 23 facadas nas escadarias do Senado – “estrutura” conhecida como Largo de Torre Argentina – enquanto se cobria com uma toga e questionava “Até tú, Brutus?”

Trata-se do mais conhecido atentado político da Antiguidade até hoje registrado. No final da década de 1920, o líder fascista e Primeiro Ministro italiano, Benito Mussolini, ordenou a demolição de prédios da época e a procura por resquícios do Império Romano, com a intenção de ligar as glórias romanas ao seu regime, o que originou a “descoberta” deste complexo arqueológico.

Atualmente, as ruínas somente são acessadas por... gatos!
Considerado Patrimônio biocultural da cidade, os felinos, inclusive têm um abrigo nas redondezas, porém, segundo previsão da prefeita de Roma, Virginia Raggi, a partir do 2° semestre de 2021, após obras com passarelas, luzes, saídas de emergência e banheiros, o Largo de Torre Argentina será aberto para visitação dos turistas, e garantiu, também, que a reforma não afetará o santuário dos animais e eles poderão continuar à viver livremente na estrutura.